
Em missa presidida nesse sábado (11), no Campinho do Convento da Penha em Vila Velha, o bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, foi marcada por um forte chamado à constância na caminhada cristã e ao compromisso com a paz. Em sua reflexão, o bispo também destacou a urgência do respeito às mulheres, denunciando as desigualdades e violências ainda presentes na sociedade e convidando os fiéis a uma postura concreta de valorização da vida e da dignidade humana. Em sintonia com o Evangelho, a celebração reforçou que a fé cristã se traduz em atitudes concretas diante das dores do mundo. A missa do sétimo dia do Oitavário, da Festa da Penha 2026, celebrada às 16h, foi marcada por uma profunda reflexão conduzida pelo bispo a partir do Evangelho de Marcos (16,9-15), que narra as aparições de Jesus ressuscitado e a incredulidade inicial dos discípulos. Inspirado pela passagem, ele convidou os fiéis a reconhecerem a presença de Deus no cotidiano e a assumirem um compromisso concreto com a fé, destacando a Palavra proclamada como um chamado à conversão diária. Durante a homilia, Dom Luiz destacou a importância de cultivar a alegria nas pequenas atitudes do dia a dia. “Em meio a tantas dificuldades, há gestos simples que transformam realidades: pessoas que respeitam a vida, que levantam quem está caído, que oferecem consolo e mantêm viva a esperança. Vamos seguir o exemplo de Nossa Senhora das Alegrias e desenvolver o hábito de fazer o bem e de reconhecer o que há de bom no outro”, pediu. A referência mariana reforçou o papel de Maria como modelo de esperança e presença fiel junto ao povo. O bispo também chamou a atenção para a força do povo, muitas vezes ainda não reconhecida, e convidou a comunidade a intensificar a oração, especialmente pelos sacerdotes. Ao mencionar o Papa Leão XIV, pediu que este mês de abril seja vivido como um tempo de intercessão pelos padres, que, segundo ele, “carregam as dores da humanidade, animam as comunidades, oferecem os sacramentos e levam conforto a tantos que sofrem”, reforçando a necessidade de sustentá-los espiritualmente. A oração pela Igreja foi apresentada como caminho de unidade e sustento da missão evangelizadora. Ao refletir sobre a figura de Maria Madalena, a primeira testemunha da ressurreição, Dom Luiz provocou os fiéis a se perguntarem de quais “demônios” precisam se libertar. Ele também destacou os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade, lembrando que muitas vezes suas vozes não são ouvidas ou valorizadas, mesmo diante de jornadas exaustivas e situações de injustiça e desrespeito. A reflexão trouxe à tona a dignidade feminina à luz do Evangelho. Por fim, fez um apelo firme pela paz. “Cristo ressuscitado nos tira da acomodação e nos chama a um compromisso verdadeiro com o outro. Deus não abençoa nenhum conflito. Nenhuma causa justifica a violência ou o sofrimento dos mais frágeis. Os discípulos de Cristo, príncipe da paz, precisam defender a vida, especialmente das crianças e das famílias, e rejeitar tudo aquilo que fere a dignidade humana”, finalizou. A mensagem ecoou como um posicionamento claro da Igreja diante das violências do mundo contemporâneo.