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A economia do Espírito Santo mantém a trajetória de expansão e registra crescimento em todas as quatro bases de comparação temporal no segundo trimestre de 2026. Os dados do Produto Interno Bruto estadual, calculados e divulgados em setembro de 2026 pelo Instituto Jones dos Santos Neves em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o estado supera o desempenho nacional em todos os recortes observados. O avanço reflete diretamente as altas registradas na indústria local e no setor de serviços, o que consolida o aumento da geração de riquezas na região durante o período. Desempenho frente ao trimestre anterior e valores financeiros nominais Na série livre dos efeitos sazonais, o indicador econômico capixaba avança 1,9% frente ao primeiro trimestre do ano, o que reverte a desaceleração observada nos primeiros meses de 2026. O crescimento do estado nesta comparação específica é determinado pela combinação de acréscimos na agropecuária, que sobe 4,9%, na indústria, com alta de 2,9%, e nos serviços, que apontam elevação de 1,2%. No mesmo recorte temporal, a média do Brasil apresenta um avanço menor, de 0,5%. Quando analisado o confronto com o mesmo trimestre do ano anterior, o índice do Espírito Santo cresce 4,7%. O número representa uma ligeira desaceleração frente à alta de 4,9% contabilizada no trimestre anterior, mas ainda assim permanece superior à taxa nacional, que fecha em 2,0%. Já no acumulado de quatro trimestres, a expansão capixaba é de 4,8%, repetindo o resultado do trimestre antecedente, enquanto o país recua de 2,0% para 1,9% no mesmo tipo de comparação. Em termos financeiros nominais, a produção do Espírito Santo totaliza 72,1 bilhões de reais apenas no segundo trimestre de 2026. Ao somar o acumulado dos últimos quatro trimestres, o valor chega a 259,2 bilhões de reais. A trajetória nominal anualizada se mantém ascendente, refletindo de forma simultânea o crescimento real da economia e o efeito da variação de preços ao longo do período analisado. Indústria extrativa puxa resultados no acumulado do ano No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a economia estadual cresce 4,8%, número também superior ao avanço nacional de 1,9% na mesma janela de tempo. O resultado do Espírito Santo é influenciado principalmente pelas expansões de 10,9% na indústria e de 2,9% nos serviços. O setor agropecuário apresenta retração de 0,4% neste recorte específico, movimento motivado sobretudo pela previsão de queda na produção de seis dos dez principais produtos da atividade no estado. Dentro do segmento industrial capixaba, a expansão se concentra na indústria extrativa, que registra um salto expressivo de 32,0%. O desempenho da extração é puxado pelos aumentos na produção de gás natural, com crescimento de 98,4%, e de petróleo, com alta de 46,3%. A atividade de pelotização de minério de ferro também contribui positivamente, com elevações de 28,0% pela empresa Vale e de 8,0% pela Samarco. Em sentido contrário, a indústria de transformação recua 2,8%. Esse setor é pressionado para baixo pelas quedas na fabricação de produtos alimentícios, que cai 9,7%, e na fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que contabiliza redução de 6,9%. No recorte do setor de serviços, as altas acumuladas ao longo do ano destacam o comércio varejista ampliado, que cresce 5,8%, e os serviços prestados às famílias, com avanço de 5,6%. A área de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio também apresenta resultado positivo no período, com uma leve expansão de 0,5% no estado.